20 julho 2008

A BELEZA DE LÍNGUA PORTUGUESA

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o palanque e começou o discurso:

- *Compatriotas*, *companheiros*, *amigos*! Encontramo-nos aqui, *convocados*, *reunidos* ou *juntos* para *debater*, *tratar* ou *discutir* um *tópico*,*tema* ou *assunto*, o qual me parece *transcendente*, *importante* ou de *vida ou morte*. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou junta é a minha *postulação*, *aspiração* ou
*candidatura* a Presidente da Câmara deste Município.

De repente, uma pessoa do público pergunta:

- Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa?

O candidato respondeu:

- Pois veja, meu senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que estão aqui; A terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e "atira":

- Senhor postulante, aspirante ou candidato: (hic) o facto, circunstância ou razão pela qual me encontro num estado etílico, alcoolizado ou mamado (hic), não implica, significa, ou quer dizer que o meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou mesmo rasca (hic). E com todo a reverência, estima ou respeito que o senhor me merece (hic)pode ir agrupando, reunindo ou juntando (hic) os seus haveres, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir direitinho (hic) à *leviana da sua progenitora*, à *mundana da sua mãe biológica* ou à *puta que o pariu*!

Catanices muita lindas:

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